Falta de professor faz aula ficar superlotada na USP

A USP não há quem entenda e ninguém remenda.

Veja, abaixo, a matéria do portal R7 sobre superlotação de salas de aula na USP. Descasos como esse são sistemáticos na Universidade de São Paulo. Depois, quando o sujeito não pode mais tolerar tamanho estado de derrisão, e também depois de tentar equacionar o abandono por vias diversas, ele resolve fazer greve, então é chamado de bagunceiro, tratante e violento. Como se fazer greve fosse um tipo de diversão (talvez, exceto por suspender um pouco o poder da vilania que se quer absoluta e que passa por cima de colegiados e outros) e não tomasse tempo, nem desse trabalho, e como se quem faz greve não quisesse fazer outra coisa que é impedida por outros motivos contra os quais você se insurge, como ver aula numa sala superlotada, que os reitores que não veem e nem dão mais aulas há muito tempo, acham tranquilo. Primeiro, porque não passam por isso, segundo, porque estão distantes das salas de aula fazendo uma carreira de destruição através da burocracia e, terceiro, porque não se importam ou afastam esses problemas das unidades do coração – observando que, nem sempre, como o caso da biblioteca da Faculdade de Direito nos faz ver.

O fim da contratação automática de professores para o lugar dos que se aposentam, além de ter muitos prestes a aposentadoria,  é o fim da picada e já está dando problema como em 2002 quando se concordou com esta contratação. Imaginem como o reitor antiaula presencial e antilivro vê estes problemas?! Provavelmente como Brás Cubas: dando um piparote.

Falta de professor faz aula ficar superlotada na USP

Do portal R7

Pode parecer uma palestra ou um cursinho, mas a imagem mostra uma aula do curso de história da USP (Universidade de São Paulo). O sala superlotada tinha ao menos 240 alunos.

O motivo: a falta de professores, segundo o docente que ministrava a aula. Ele, que não quis se identificar, afirmou que o máximo permitido em aula, de acordo com as regras da universidade, é de 60 pessoas em sala ao mesmo tempo.

Os estudantes que tentaram assistir à aula na noite de quarta-feira (2) foram acomodados em cadeiras de plástico, muitas quebradas, segundo presenciou o R7. O professor foi obrigado a usar um microfone ligado a um amplificador para ser ouvido.

Para viabilizar uma turma tão grande, os universitários foram colocados em um salão que antigamente era usado como biblioteca do prédio de história e geografia da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP).

Procurada pelo R7, a assessoria de imprensa da reitoria USP disse que a responsabilidade é da diretoria da faculdade e que por isso não poderia se manifestar. A reportagem também tentou contato com a direção da FFLCH, tanto por e-mail quanto por telefone, mas não obteve resposta.

Razões do problema

Uma das causas do problema de superlotação foi o fim da chamada regra do “gatilho automático” de reposição dos professores. A antiga norma permitia que, assim que um professor se aposentasse, outro assumisse seu lugar automaticamente. Agora, há falta de docentes em algumas faculdades porque não houve novos contratados para cobrir os que saíram.

Os alunos que tentavam assistir à aula nesta quarta-feira (2) foram acomodados em cadeiras de plástico, muitas quebradas. O professor era obrigado a usar um microfone ligado a um amplificador para se fazer ouvir no salão, antigamente utilizado como a biblioteca do prédio de História e Geografia da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).

Nenhuma sala da FFLCH, formada por ao menos três prédios e cinco cursos (filosofia, história, geografia, ciências sociais e letras), tem capacidade para abrigar tantos alunos. O anfiteatro do curso de história, por exemplo, tem 186 cadeiras e é usado para debates acadêmicos e palestras. Na maior das salas de aula cabem 132 estudantes, segundo o professor.

– Sinto vergonha de dar uma aula assim, para 240 pessoas. Nenhuma sala do prédio de história abriga tanta gente. Sem contar que o que se faz aqui está irregular, mas nosso problema ainda não tem solução. Mil desculpas.

Outro problema apontado durante a aula foi a demissão de funcionários da USP. No começo de janeiro, ao menos 250 funcionários foram demitidos por haverem pedido aposentadoria e terem continuado a trabalhar. A universidade admite a demissão de “funcionários que tomaram a iniciativa de pedir sua aposentadoria pelo INSS e não são concursados”, ou seja, contratados via CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

A instituição disse, na época, que os servidores incluídos na demissão foram “comunicados por suas chefias” e que podem obter mais informações sobre a demissão pelo telefone (11) 3091-3422 ou pelo e-mail drhinforma@usp.br. Uma nota oficial da universidade afirmou que é “necessária a renovação de quadros, de forma a dar oportunidade de crescimento para as pessoas que estão na universidade e a possibilidade de novas contratações”.

 

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