A roupa do rei: transparência e diálogo na gestão Rodas

Quinta-feira (hoje), 24 de março, às 14 horas, na casa do povo de São Paulo, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), acontece a Audiência Pública para tratar das polêmicas medidas tomadas pelo atual reitor, João Grandino Rodas, em especial as demissões sumárias de funcionários e as mudanças abruptas e não justificadas de local de trabalho. Essa audiência é de iniciativa do deputado Carlos Gianazzi (PSOL), que é um dos poucos parlamentares que se ocupam efetivamente dos problemas reais da educação pública paulista.

Sintusp e segmentos do Movimento Estudantil investem nessa audiência como uma ferramenta a mais para tentar frear o autoritarismo de uma das gestões mais arbitrárias da história da USP. Não se espera que alguma solução saia da audiência, tampouco que o reitor Rodas compareça, mesmo tendo sido convidado, ou que envie representante, mas certamente pode-se colocar na agenda de debates da Assembléia Legislativa a questão que ora afeta a USP, bem como expandi-la para a sociedade como um todo, no sentido que isso venha ser mais um passo no embate necessário para conter o desmanche gradual da Universidade de São Paulo. A gestão Rodas, mesmo que marcada pela memória da Lei da PM no campus, até a instituição biônica de nosso reitor, segundo colocado nas eleições, desde seu inicio prontamente se afirmou como abertíssima ao diálogo. É chegada a hora então dela dialogar com a sociedade sobre alguns fatos nada irrelevantes como:

1- Demissão em sistema de armadilha dos funcionários aposentados que só se aposentaram por um programa da própria reitoria.

2- Mudança de setores e funcionários aleatoriamente para prédios alugados.

3- Fechamento de cursos e corte de vagas em cursos por motivos pitorescos através de critérios sinistros como a relação candidato/vaga. 

4- Aparelhamento e perseguição através do sistema de comunicação institucional.

5- Perseguição política a opositores. 

6- Negligência da Guarda Universitária e Hospital Universitário no caso do aluno de Filosofia Samuel, cujo óbito está sob suspeita de omissão e socorro.

7- Cursos pagos no interior da universidade pública.

8- Enfraquecimento do já fraco Inclusp.

9- Desvio da correspondência do Sintusp.

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