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Mundo

O Neoliberalismo, a criminalidade violenta, a mídia e segurança pública

“Se o país não for prá cada um / Pode estar certo / Não vai ser prá nenhum…” (Samuel Rosa)

Por George Matos* via Viomundo

Sei que volta e meia o tema Segurança Pública retorna ao centro do debate político-midiático. Principalmente após o acontecimento de uma “tragédia” — aqui tomada não na concepção grega, como algo inevitável, a exemplo do Mito de Édipo, mas como algo de grande horror — de grande repercussão nacional, como foi o caso ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, onde o jovem Wellington Oliveira, esquizofrênico, vítima de bullying na infância e adolescência, assassinou diversas crianças, quase todas do sexo feminino. Read More

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Guantánamo: prisioneiros sem acusação ou julgamento submetidos à tortura pelos EUA

por Lincoln Secco

Uma das descobertas de Karl Marx é que a política se desenrola no  palco da igualdade jurídica. Mas a esfera celestial do Direito vela o mundo terreno das desigualdades materiais.

Palco é a palavra certa para a política, esta representação alienada da vida como ela é. Daí porque Marx utiliza uma linguagem teatral em sua obra recém lançada pela Boitempo Editorial (O 18 de brumário de Luís Bonaparte). Ele se refere ao pano de fundo da cena, à caricatura, à tragédia, à farsa, à comédia parlamentar e até ao bufão. A cena oficial burguesa se opõe à intriga real dos bastidores. Ela é a frase. Read More

"Strauss-Kahn. Que, como se sabe, assedia sexualmente qualquer coisa com duas pernas"

A quem interessa

Por Luis Fernando Verissimo via O Estado de S.Paulo

Seguindo a velha regra que já ajudou a identificar tantos culpados, na ficção e na vida – pergunte sempre a quem mais interessa o crime – seria possível imaginar o próprio Sarkozy disfarçado de camareira entrando naquele quarto para tentar o Strauss-Kahn. Que, como se sabe, assedia sexualmente qualquer coisa com duas pernas. A ninguém aproveitou mais a desmoralização do provável candidato socialista à sua sucessão do que a Sarkozy. Mas as teorias conspiratórias sobre uma possível armadilha para o grande Kahn, que já eram improváveis, não resistiram às provas coletadas e não parece haver mais dúvidas (pelo menos no momento em que escrevo) de que a camareira foi forçada a fazer o que não queria, como tantos países emergentes constrangidos pelo FMI. E que o Sarkozy não estava por perto. Read More

Por Vladimir Safatle via Folha de São Paulo

Desde o dia 15 de maio, as praças nas cidades espanholas foram tomadas por jovens manifestantes. As imagens parecem evocar as megamanifestações egípcias na praça Tahrir, com seus acampamentos e sua insistência.

As exigências não são muito diferentes: revolta contra um processo econômico de pauperização social e concentração de riquezas, exigência de uma reinvenção democrática que nos leve para além dos limites da democracia liberal com (no caso espanhol) o velho sistema de dois partidos que se alternam no poder: o da direita descomplexada e o da esquerda envergonhada. Read More

Manifestação em Madri

Por  Leonardo Sakamoto via Blog do Sakamoto

Muitos representantes políticos não entendem como manifestações que recentemente ocorreram pelo país e pelo mundo não foram organizadas por partidos e associações políticas, mas sim em um processo descentralizado. Que brotou espontaneamente a partir da insatisfação popular tanto à persistência de problemas existentes quanto aos tipos de  soluções que vêm sendo dadas pelos representantes políticos a esses problemas. Read More

Paul Krugman* – Folha de São Paulo

Recentemente, o historiador William Cronon, professor na Universidade do Wisconsin, decidiu participar do tumultuado debate político em seu Estado. Criou o blog “Scholar as Citizen”, e dedicou seu primeiro post ao papel do nebuloso American Legislative Exchange Council na promoção de projetos de lei conservadores de linha dura em nível estadual. Em seguida, escreveu um artigo de opinião para o “New York Times” no qual sugeria que o governador republicano do Wisconsin havia abandonado a tradição de “boa vizinhança, decência e respeito mútuo” que por longo tempo prevaleceu no Estado. Read More

Fonte: Conversa Afiada

Segue reprodução de e-mail de professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) relatando a violência policial e do Estado por acasião da visita de Obama ao Brasil, quando os que manifestavam contra a presença do presidente americano, no Rio de  Janeiro, tiveram seus direitos jogados no lixo pela PM carioca do governador Sergio Cabral:

Pessoal:

Ontem, na universidade federal fluminense,onde trabalho, assisti, estarrecida, ao depoimento de estudantes que foram presos durante manifestação contra a visita de Obama aqui no Rio de Janeiro. Foram arbitrariamente presos pela política militar do Rio de Sergio Cabral, tiveram as cabeças raspadas e foram levados para Bangu 8 e Ary Franco como presos comuns e só foram soltos por causa da pressão mas vão responder a processo e podem ser condenados. Read More