Segue uma narrativa de um estudante da USP no site Passa Palavra sobre a série de eventos em torno da segurança da USP, muito comentada ultimamente após a morte do estudante da FEA, morto no estacionamento da faculdade. Read More

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Por Idelber Avelar via Revista Fórum 28/06/11

Morreu de infarto, no último dia 25, aos 65 anos, Paulo Renato Souza, fundador do PSDB. Paulo Renato foi Ministro da Educação no governo FHC, Deputado Federal pelo PSDB paulista, Secretário da Educação de São Paulo no governo José Serra e lobista de grupos privados. Exerceu outras atividades menos noticiadas pela mídia brasileira.

Nas hagiografias de Paulo Renato publicadas nos últimos dois dias, faltaram alguns detalhes. A Folha de São Paulo escalou Eliane Cantanhêde para dizer que Paulo Renato deixou um “legado e tanto” como Ministro da Educação. Esqueceu-se de dizer que esse “legado” incluiu o maior êxodo de pesquisadores da história do Brasil, nem uma única universidade ou escola técnica federal criada, nem um único aumento salarial para professores, congelamento do valor e redução do número de bolsas de pesquisa, uma onda de massivas aposentadorias precoces (causadas por medidas que retiravam direitos adquiridos dos docentes), a proliferação do “professor substituto” com salário de R$400,00 e um sucateamento que impôs às universidades federais penúria que lhes impedia até mesmo de pagar contas de luz. No blog de Cynthia Semíramis, é possível ler depoimentos às dezenas sobre o que era a universidade brasileira nos anos 90.
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Vladimir P. Safatle

por Vladimir SafalteFolha de São Paulo, 28 jun. 2011.

Há alguns dias, uma pesquisa veio mostrar o que todos aqueles que realmente se preocupam com reforma tributária no Brasil sabem: os ricos pagam pouco imposto.

Quem recebe R$ 3.300 por mês, leva para casa, descontados Imposto de Renda e Previdência, 84% do seu salário. Já alguém que ganha R$ 26.600 por mês, leva 74%. Um profissional holandês, por exemplo, pode contar apenas com 55% de seu salário, e mesmo um norte-americano traz para casa menos que um brasileiro: 70%. Read More

Apesar de inúmeros avanços nos últimos anos, estamos apenas caminhando em uma área na qual o País precisaria estar voando. O que impera é não só o dissenso, fustigado pelo obscurantismo, como uma disputa sobre o papel do sistema público, seu peso no orçamento do Estado e sua relação com o mercado da educação, um dos mais rentáveis do País.

Por Antonio LassanceCarta Maior

Ao contrário do que parece, não existe e nunca existiu no Brasil o propalado consenso sobre a importância da educação. O que impera é não só o dissenso, fustigado pelo obscurantismo, como um disputa sobre o papel do sistema público, seu peso no orçamento do Estado e sua relação com o mercado da educação, um dos mais rentáveis do País. Read More

Na minha incurável ingenuidade, fico imaginando se a difusão de tais idéias entre os jovens não seria capaz de provocar uma saudável rebelião contra os donos do poder, nesta república de fancaria.

Por Fábio Konder Comparato Conversa Afiada

Para dizer a verdade, o escândalo Palocci não passa, lamentavelmente, de um pequeno episódio em longuíssima série de privatizações da coisa pública.

Como não me canso de repetir, Frei Vicente do Salvador, pouco mais de um século após o início da colonização do Brasil, já advertia: “Nem um homem neste terra é repúblico, nem zela e trata do bem comum, senão cada um do bem particular”.

Mas o que é, afinal, uma República? Indispensável esclarecer o seu significado, pois, se não me engano, até mesmo o Procurador-Geral da própria o ignora, como se viu do parecer que exarou para o caso Palocci. Read More

Ato de Lançamento da Revista Marxista Mouro na USP

Por Lincoln Secco

Mouro, a mais jovem revista marxista brasileira atinge seu quinto número com o dossiê “Guerrilha Urbana”. Ao lado de um clássico inédito em português escrito pelo maior revolucionário do século  XIX, Auguste Blanqui, apresenta-se ao leitor uma longa entrevista de antigos militantes da Revolução Brasileira: Francisco Mendes, Wilson do Nascimento Barbosa e Takao Amano debatem a experiência da ALN.

Takao Amano, aliás, será homenageado. Ele que não se limitou à intrépida crítica das armas. No exílio em Cuba, nos contatos e estudos  internacionais, na volta ao Brasil como  militante sindical e partidário, nunca esmoreceu e permanece como o radical que luta até o fim e até o fundo e que  retoma continuamente os problemas pela raiz. Provisoriamente derrotado, ele não esmorece, desensarilha as armas e retorna à luta.

Nada mais importante para as novas gerações quando elas, diante de um futuro biologicamente manipulado, ecologicamente ameaçado e politicamente fascistizado, encontram nas gerações passadas as referencias para novos desafios.

As Revoluções árabes e as insurreições no sul da Europa são uma esperança para os jovens de hoje e  de ontem.

É com esse espírito  que se realizará o ato de lançamento da revista Mouro no anfiteatro de História  da USP nesta sexta feira, 10 de junho, às 18h.

ALN em Debate, por seus antigos militantes

•  Wilson do Nascimento Barbosa  •  Takao Amano 

•  José Luiz Del Roio  •  Cloves Castro  •  Artur Scavone

Local: Anfiteatro de História da USP • Data: 10 de jun., sexta-feira, 18h

Apoio: Cahis e Nephe-USP