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Cultura

Vladimir P. Safatle, professor de Filosofia da USP

“Cabe a nós identificarmos as portas que estão sendo abertas, ao invés de repetir o discurso de que não há mais portas a serem abertas”

Do coletivo Zagaia

Coletivo Zagaia (CZ): Pensamos em iniciar nossa entrevista, Vladimir, perguntando sobre sua trajetória, como você chegou, desde a formação em publicidade e filosofia e agora, ocupando espaço na mídia. Assim, um primeiro ponto interessante seria: como se deu a sua passagem da publicidade para a filosofia?

Vladimir Safatle (VS): Não teve passagem. Eu fui fazer publicidade para esconder que ia fazer filosofia. É um pouco como acontecia no começo do século XX: todo mundo ia fazer direito, quando queria fazer outra coisa. Quando eu entrei na faculdade, Collor havia ganhado, o muro de Berlim tinha caído e lembro-me da impressão de não ter muito por onde escapar. Então, como a minha família é de imigrantes, quando eu falei que eu ia fazer filosofia, todo mundo levou um susto. Diziam: “Não é possível! Vou ter que dar dinheiro para você a vida inteira!” Daí, inventei um outro curso. Na verdade eu escondi que fazia filosofia. Read More

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Por Marcelo Rubens Paiva via OESP

Como comentou uma leitora, Natália, no post anterior:

Cara, acho tão engraçada essa mania das pessoas de falarem com orgulho que são “politicamente incorretas” quando dizem absurdos… o sujeito vem, fala um monte de merda e diz que faz isso porque é inteligente (é um livre pensador, não segue o pensamento burro e dirigido das massas, etc) e porque não liga de ser “politicamente incorreto” porque afinal esse é o certo, a sociedade de hoje que está deturpada.

Eu tinha pensado na mesma coisa.

O governador e o secretário municipal de segurança reconheceram que tanto a PM quanto a Guarda Municipal exageraram na repressão à MARCHA DA MACONHA, que virou MARCHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Alckmin chegou a dizer que não compactua com a ação da PM na Marcha.

Mas muitos leitores e alguns blogueiros continuam achando que o certo mesmo era enfiar o cacete nos manifestantes.

PMs que tiraram a identificação apra bater numa boa

PMs que tiraram a identificação, para baterem numa boa.

A onda agora é ser bem REAÇA.

Se é humorista, e uma piada ultrapassa o limite do bom gosto, diz ser adepto do ideal do politicamente incorreto.

Que babaca é fazer censura contra intolerância. Read More

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Por Tatiana de Mello Dias e Rafael Cabral –  Estadao.com.br

Entre discursos, reuniões bilaterais e possíveis acordos comerciais, um ponto da agenda da comitiva americana que acompanha Barack Obama em sua visita ao País chama atenção. O Secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, se reuniu na sexta-feira passada, 18, com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. O pedido, em forma de “visita de cortesia”, partiu do governo americano e tinha como pauta um tema quente para o Ministério no começo de 2011: propriedade intelectual. Read More

por Pablo Villaça – do blog Diário de Bordo

Se eu fosse um troll querendo irritar propositalmente meio mundo, este seria o título de um post dedicado a defender o deferimento do projeto de Maria Bethânia.

Mas não sou e este post não fará isso.

Porque não há como defender um absurdo como este. Sim, a Lei Rouanet é, hoje, um dos principais mecanismos fomentadores da cultura brasileira. É um sistema imperfeito, repleto de falhas, mas é o que temos – e, bem ou mal, tem conseguido viabilizar uma infinidade de projetos importantíssimos que, de outra maneira, jamais sairiam do papel e que, ao saírem, se revelaram contribuições importantíssimas para a história cultural de nosso país. No entanto, é preciso que haja bom senso na avaliação das rubricas aprovadas – e esta foi claramente a falha grosseira aqui cometida. Read More

Da Livraria da FolhaUOL

Em “Lições de Filosofia Primeira”, José Arthur Giannotti defende que “num mundo em que as coisas e as pessoas se tornam descartáveis, a filosofia e o filósofo também se tornam dispensáveis.”

No livro, o professor emérito da USP (Universidade de São Paulo) trata dos principais temas da investigação filosófica e se concentra nos momentos que levaram à crise do século 20, quando intelectuais como Heidegger e Wittgenstein questionaram os fundamentos do discurso filosófico tradicional. Read More

Livro do filósofo José Arthur Giannotti, que convida a um mergulho no pensamento ocidental, sai no momento em que as editoras redescobrem esse filão – e preparam lançamentos de peso

Antonio Gonçalves Filho O Estado de S.Paulo

Embora ostente como título Lições de Filosofia Primeira, o recém-lançado livro do filósofo paulista José Arthur Giannotti (leia abaixo) não é apenas uma introdução ao pensamento no sentido convencional do termo, mas a obra de quem se impôs uma tarefa de demolir ideias feitas num mundo em que a filosofia já começa a ser confundida com negócio. Read More